Na cultura mexicana, o Dia dos Mortos é comemorado festivamente, com o uso de caveiras enfeitadas e a confecção das famosas caveiras de açúcar (“sugar skulls“), para lembrar as pessoas que já morreram. Outra tradição que pode ser vista por estrangeiros como macabra é o culto a uma das santas pagãs mais populares do México, a Santa Muerte ou, em português, Santa Morte. Oficialmente, os fiéis elegeram o 15 de agosto como seu dia.
Geralmente, a santa carrega uma foice para ceifar as almas, com um relógio de areia, simbolizando a passagem do tempo a brevidade da vida, e o mundo em suas mãos. Usando um manto de cetim, é dito que ela traz proteção e saúde a entes queridos e, não sendo oficialmente reconhecida pela igreja católica, tornou-se uma espécie de padroeira de criminosos como traficantes ou membros de gangues. Seu culto era, até recentemente, clandestino, mas nos últimos dez anos a veneração se tornou pública, mostrando o quão conhecida está a tradição principalmente entre as classes mais baixas e marginalizadas do México. Conquistando cada vez mais fiéis, a Santa Morte é também venerada pelas comunidades de imigrantes latinos dos Estados Unidos.